Caracterização
 
Cenário
 
Estratégias e Ações
 
Fatores limitadores
 
Fatores facilitadores
 
Parcerias
AGRICULTURA ORGÂNICA


   Estratégias e Ações
Estratégias
1- Aumentar a abrangência das ações
        
       
       Envolver todo o território do Estado do Espírito Santo, de acordo com a aptidão regional. Inicialmente, priorizar os locais onde já existem projetos de desenvolvimento organizados pela Assistência Técnica Governamental e ONG, com significativo número de agricultores orgânicos ou em conversão, organizados, visando incrementar a produção, a organização e a comercialização.

2- Ampliar a distribuição regional da produção orgânica no Estado, estimulando outros municípios

3- Ampliar o número de produtos ofertados pelo segmento de AO no Espírito Santo, conforme aptidão regional

4- Estimular a diversificação de atividades e a integração animal-vegetal, características dos sistemas agroecológicos, importantes tanto para a segurança alimentar das famílias produtoras, quanto para o mercado consumidor

5- Construir parcerias
        Tem como princípio a construção de parcerias com entidades governamentais, instituições de ensino superior e organizações da sociedade civil, garantindo a visibilidade de suas ações e melhorando a eficiência na obtenção dos resultados.

      Dentro das instituições o número de profissionais envolvidos com a P&D da agricultura orgânica é reduzido, dificultando muitas vezes a formação de equipes e a realização das ações do âmbito da AO, principalmente porque o planejamento e a implantação de sistemas orgânicos exigem interdisciplinaridade e um pensamento sistêmico. A soma de esforços e competências de profissionais com perfis adequados, através da realização de parcerias multiinstitucionais, minimiza essa deficiência. A articulação entre diferentes especialidades e instituições com agendas e características diferentes (governamentais e não-governamentais) constitui um desafio, cuja solução em grande parte tem se dado pelo estabelecimento de uma agenda comum, conforme o cronograma de trabalho, pela distribuição de responsabilidades e, sobretudo, pela identificação e compromisso da equipe com o desenvolvimento da agroecologia e com a causa da agricultura familiar.

6- Implementar a gestão participativa

       Identificar instrumentos de gestão participativa que darão suporte ao plano buscando proporcionar uma estreita relação entre todos os atores envolvidos com a temática da agricultura orgânica.

       Instrumentos de gestão possíveis:

  • Conselho de Agricultura Orgânica - consultivo


  • Comissão de Agricultura Orgânica


  • Colegiado Estadual de Agricultura Orgânica -legislativo/deliberativo/regulador


  • Equipe de coordenação: – executivo: um responsável governamental à sua frente, com dedicação integral apoiado por representante de organização não governamental parceira.

Possíveis atribuições:

  • Elaborar propostas de políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura orgânica;


  • Responsabilizar-se pela implementação do Programa Estadual de Agroecologia, em suas diversas instâncias;


  • Negociar recursos para o desenvolvimento da agricultura orgânica;


  • Propor diretrizes e normas para o processo de certificação no Estado;


  • Informar a sociedade sobre produção, industrialização e comercialização de produtos orgânicos para os diversos segmentos sociais;


  • Estimular a organização de eventos e publicações motivacionais e de divulgação envolvendo os diversos segmentos da sociedade.

7- Estimular novos agricultores à conversão para a AO através de políticas públicas voltadas para a redução dos fatores limitantes

8- Realizar assistência técnica e treinamentos para agricultores, estudantes e técnicos interessados na atividade, baseados na assimilação dos princípios da AO, na autonomia de escolhas e nas características dos sistemas de produção

9- Investir em Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa em AO
10- Fortalecer a base técnica para a pesquisa, assistência e extensão rural para a AO

11- Implementar políticas públicas de apoio às Instituições Governamentais e ONG

12- Promover o fortalecimento do FAF
13- Fazer “marketing” da agricultura orgânica
14- Implementar o crédito regionalizado
15- Promover investimentos públicos em infra-estrutura
16- Viabilizar recursos orçamentários de forma a atender à agricultura familiar orgânica

17- Criar cursos pós-técnicos em agricultura orgânica
18- Informar, inserir/mobilizar mais o(a) consumidor(a) quanto ao processo da produção orgânica familiar.

Ações Estratégicas
1 - Ações estratégicas básicas

1.1 – Consolidação e implementação do Programa Estadual de Agricultura Orgânica;

1.2 - Estruturação do Sistema Agrícola Estadual para o desenvolvimento da agricultura orgânica;

1.3 - Consolidação da instituição estadual de certificação de produtos orgânicos, com reconhecimento nacional e internacional.

OBJETIVO:

  • Desenvolver a agricultura orgânica regionalmente através da pesquisa e desenvolvimento de sistemas agroecológicos integrados e sua extensão aos agricultores familiares, visando atender a uma crescente demanda pelos produtos regionais orgânicos para o mercado interno e externo.

2- Ações estratégicas decorrentes
2.1 - Pesquisa

2.1.1 - Implantação de Sistema Integrado de Pesquisa em Agricultura Orgânica na Região Norte, Região Sul e manutenção do Sistema Integrado de Pesquisa em Agricultura Orgânica na Região Centro Serrana do Espírito Santo.

2.1.2 - Diagnóstico da Agricultura Orgânica no ES

         Visa conhecer o estado da arte da agricultura orgânica capixaba, identificando, sobretudo as potencialidades e dificuldades para a inserção dos agricultores familiares neste segmento de mercado. É importante reconhecer que carecemos de informações sobre a real situação da agricultura orgânica no Estado, as quais só poderemos obter através de um diagnóstico quantitativo e qualitativo, capaz de informar sobre as características dos sistemas orgânicos implantados, os produtos disponíveis no mercado, custos de produção e renda obtida, as estruturas de organização da produção e de comercialização, o perfil das instituições envolvidas, dos agricultores e consumidores, com informações relativas aos aspectos de estratificação fundiária, tipologia de agricultores, disponibilidade e qualidade da mão-de-obra, geração e gênero, uso e custo de insumos, fluxo de produção, inserção no mercado e outras informações qualitativas sobre estes fatores. Em relação à certificação da produção, o diagnóstico buscará identificar os possíveis entraves relacionados com o atendimento às normas de produção orgânica, sua percepção pelos agricultores, dificuldades de aplicação e inadequações das normas à realidade.

        A realização deste estudo permitirá também conhecer as experiências mais relevantes desenvolvidas em sistemas de produção orgânica, os entraves e potencialidades dos sistemas de produção da agricultura familiar se viabilizarem através da agricultura orgânica, e contribuir para melhorar as possibilidades de acesso dos agricultores familiares a instâncias de participação no mercado e políticas públicas para a agricultura orgânica.

2.1.3 -Geração e Desenvolvimento de tecnologias para café

  • Estudo de compostagem orgânica, biofertilizante e supermagro em cultivo orgânico de café arábica;


  • Adubação verde em sistema orgânico de cultivo de café;


  • Desenvolvimento participativo de tecnologias para a conversão de lavouras convencionais de café conilon (Coffea canephora) em sistemas orgânicos.

        Verifica-se uma certa “simplificação” nos sistemas de cultivos de café na maioria das unidades em conversão para o orgânico ou já certificadas, com o emprego insuficiente e/ou inadequado de práticas de agricultura orgânica.

      Ao abandonar o uso de adubos de síntese química e sem a reposição de nutrientes, através da adubação orgânica adequada, a nutrição do cafeeiro tem sido bastante prejudicada. A compostagem orgânica, dentre todas as práticas, tem sido a menos empregada pelas dificuldades de sua elaboração e obtenção de matéria-prima. A adubação via solo tem sido preterida e substituída pela adubação via foliar ocasionando algumas deficiências.

      O desenvolvimento de tecnologias para conversão de lavouras convencionais de café conilon em sistemas orgânicos é tanto uma necessidade para os cafeicultores, quanto para os diversos setores envolvidos na cadeia produtiva do café orgânico, que colocam a necessidade de apoio à pesquisa e à geração tecnológica entre as condições fundamentais para o seu desenvolvimento.

Objetivos:

  • Estudar o comportamento do cafeeiro conilon conduzido em sistema orgânico nos aspectos quantitativos e qualitativos;


  • Fortalecer uma base técnica sustentável para a capacitação de agricultores na implantação e condução de sistemas agroecológicos de café em suas unidades;


  • Estudar o custo de produção em lavouras de café conilon em transição para o sistema orgânico.
Estratégias:

          A metodologia procura relacionar as práticas mais adotadas pelos cafeicultores orgânicos da região, buscando o sistema mais adequado tecnicamente e economicamente viável.

          Parte-se do entendimento de que a geração tecnológica articulada com a produção de informações de forma participativa sobre a realidade dos agroecossistemas em conversão para agricultura orgânica e de toda a cadeia produtiva dos “orgânicos” permite maior eficácia das ações em pesquisa e desenvolvimento.

2.1.4 - Geração e desenvolvimento de tecnologias para produção orgânica de olerícolas
2.1.5 -Fruticultura Orgânica:

  • Compostagem orgânica, biofertilizante e cobertura morta em cultivo orgânico de citrus;


  • Desenvolvimento de tecnologias de cultivo orgânico em lavouras comerciais de banana-prata anã;


  • Desenvolvimento de tecnologias para a conversão de lavouras convencionais de fruteiras tropicais em sistemas orgânicos.
2.1.6 -Geração e desenvolvimento de tecnologias para a criação animal em sistemas orgânicos:

  • Bovinocultura orgânica em sistemas agrossilvopastoris;


  • Sistemas de produção de frangos e ovos orgânicos pela agricultura familiar no estado do Espírito Santo.
Objetivo:

  • Contribuir na conversão de sistemas convencionais, apoiar a certificação de sistemas orgânicos, garantir a segurança alimentar das famílias, contribuir através da integração animal-vegetal para uma maior sustentabilidade dos sistemas orgânicos
2.1.7 -Desenvolvimento da cultura do milho em sistemas de produção orgânicos adaptados às unidades de agricultura familiar no Estado do Espírito Santo

2.1.8 -Manejo de biofertilizantes em sistemas irrigados de cultivo orgânico no Estado do Espírito Santo

2.1.9–Pesquisa e desenvolvimento de embalagens alternativas
2.2 – Extensão Rural e Assistência Técnica
2.2.1 – Formação técnico-social para a assistência técnica e extensão em agricultura orgânica.

           A necessidade de esforços para a construção e internalização de novas bases teóricas e metodológicas para o trabalho de assistência técnica e extensão para a agricultura orgânica requer um processo de formação abrangente da equipe técnica envolvida. Em relação à formação de técnicos será dada prioridade aos técnicos envolvidos com a realização de projetos de agricultura orgânica do Incaper e de entidades parceiras. No entanto, o projeto realizará ações visando a sensibilização de um público técnico maior, contribuindo para a integração de novos membros à equipe do programa. Os profissionais de economia doméstica, importantes na discussão da qualidade dos produtos orgânicos e de sua relação com a saúde do consumidor, serão incluídos em ações de formação específicas.

         A formação se dará através da construção coletiva por técnicos da área de uma programação de temas sobre agricultura orgânica e metodologias participativas e será efetivada através da realização de cursos, oficinas, visitas técnicas, seminários e palestras. A realização de eventos para a divulgação de experiências e tecnologias, bem como a participação de membros da equipe técnica em eventos nacionais e internacionais sobre agricultura orgânica constituirão ações deste projeto. Serão estimuladas iniciativas de autoformação, disponibilizando para a equipe técnica materiais informativos sobre agricultura orgânica e áreas afins.

         Para a realização destas ações, o projeto contará com uma equipe multidisciplinar composta de profissionais do quadro interno, de instituições parceiras e de consultores externos.

2.2.2 - Formação técnico-social de agricultores para o desenvolvimento da agricultura orgânica no Estado do Espírito Santo

          Visa oferecer formação técnico-social de qualidade aos agricultores para a conversão de seus sistemas produtivos para a produção orgânica, qualificando sua intervenção nos agroecossistemas, com o objetivo de contribuir para a ampliação do número de propriedades certificadas, melhoria da produtividade total dos sistemas orgânicos e maior oferta de produtos orgânicos ao mercado.

          A formação dirigida aos agricultores procurará diferenciar agricultores produtores potenciais de produtores orgânicos em conversão e/ou certificados, com atividades de sensibilização e de formação, respectivamente. As ações de formação buscarão envolver principalmente membros das associações de agricultores orgânicos visando formar monitores capazes de atender às necessidades básicas de cada grupo.

        Metodologicamente, essa formação será baseada em um enfoque educativo, respeitoso para com o conhecimento e as culturas locais, compreendendo que o saber do técnico “não deve e nem pode ser o saber dominante e, muito menos, o único saber válido”. As metodologias participativas serão priorizadas, buscando uma compreensão da agricultura como um processo de construção social. O projeto buscará também criar mecanismos para a aproximação entre agricultores e consumidores, desenvolvendo ações em feiras de produtos orgânicos e outros espaços.

        A produção e a divulgação de publicações de diversos tipos que tenham o caráter de informação, formação e documentação dos resultados obtidos, na forma adequada ao público ao qual está direcionado serão estimuladas e apoiadas.

2.2.3 – Formação da Rede de Unidades de Referência de Agricultores Agroecológicos Experimentadores no Estado do Espírito Santo

       Consiste na implantação de unidades de referência em agricultura orgânica (URAO), além do apoio para as unidades já existentes nos municípios. A URAO é multifuncional e constitui um instrumento local para agricultores e técnicos para a observação da evolução de sistemas orgânicos e de aplicação de práticas envolvidas no manejo destes sistemas, inclusive as geradas pela pesquisa. Além de propiciar a interação entre agricultores e técnicos, ela permite verificar a adequação dos conhecimentos gerados pela pesquisa à realidade de cada agricultor e adaptá-los aos seus sistemas de produção.

     Neste sentido, ela perde o caráter de modelo e assume o de referência para a implantação de sistemas nas propriedades, que por sua vez, poderão se constituir em novas referências. Assim a implantação destas unidades tem entre seus objetivos a finalidade de estimular a conversão de sistemas convencionais para sistemas orgânicos. Ela constitui, portanto, um recurso valioso para o trabalho de extensão e assistência técnica, bem como uma fonte de informações para os pesquisadores.

      A implantação da unidade se dará a partir de discussão com a comunidade e parceiros locais, considerando-se os interesses e a relevância das atividades a serem trabalhadas para os agricultores. Estas unidades serão constituídas por culturas e/ou animais de expressão para a região, as quais estarão interligadas num sistema de produção orgânica, que buscará a sua sustentabilidade.

Justificativa

  • Necessidade de acompanhar, apoiar e contribuir para a troca de experiências entre agricultores familiares envolvidos com a produção agroecológica no Estado;

  • Acredita-se que estes processos poderão ser potencializados, através de um apoio mais sistemático à experimentação que vem sendo realizada pelos agricultores, estabelecendo-se mecanismos para a realização de experiências locais onde pesquisadores, extensionistas e agricultores sejam co-autores na construção participativa de Unidades de Referência de Agricultura Orgânica (URAO).
Objetivos

  • Implantar Unidades de Referência em Agricultura Orgânica através da construção participativa entre agricultores e técnicos;


  • Fortalecer uma base técnica sustentável para a formação de agricultores e técnicos em apoio à transição de sistemas de produção familiar convencionais para sistemas agroecológicos;

  • Apoiar a experimentação e geração participativa em rede, de tecnologias de processos em agroecologia adaptadas às diferentes realidades e condições socioambientais dos agricultores familiares do Estado do Espírito Santo.
Estratégias

  • Utilização de uma dinâmica de rede de agricultores experimentadores e construção participativa de unidades de referência em agricultura orgânica;

  • Favorecimento a uma maior diversidade de ambientes e experiências na condução de sistemas orgânicos, contribuirá para otimizar a atuação dos profissionais dedicados ao trabalho de agricultura orgânica, assim como para a avaliação, sistematização e multiplicação destas experiências.
3 - Promoção da Agricultura Orgânica

3.1 - Aproximação entre Agricultores Orgânicos e Setores Urbanos para construção da relação urbano-rural

Justificativas:

  • Desconhecimento por parte do meio urbano das múltiplas funções da agricultura agroecológica de base familiar;


  • Dificuldade de reconhecimento, diferenciação e valorização por parte do setor urbano, consumidor dos produtos agroecológicos, da agricultura familiar.
Objetivo:

  • Promover a integração rural-urbana no sentido de associar estímulos à produção agroecológica com a abertura e consolidação de mercados urbanos para essa produção
Estratégia

  • Criar espaços e oportunidades para a aproximação e articulação entre entidades ligadas aos movimentos sociais rurais, associações de agricultores e agricultoras familiares e de moradores e consumidores urbanos, organizações governamentais municipais e estaduais e demais elos da cadeia produtiva dos orgânicos.

Indicadores:

  • Registro do número de visitas de consumidores aos agricultores agroecológicos após os eventos;


  • Municípios adotam mecanismos de integração das relações entre consumidores e agricultores familiares;


  • Pontos de venda de produtos agroecológicos no Estado aumentam 100%;


  • Prefeituras adquirem produtos agroecológicos para merenda escolar (10%).
Sub- atividades:

  • Reuniões de articulação com representantes de entidades e das organizações dos agricultores e agricultoras familiares e representantes dos movimentos sociais urbanos;


  • Realização de seminários regionais e Seminário Estadual de Agricultura Orgânica com o tema: promoção e valorização dos agricultores construindo a relação urbano-rural;


  • Organização de visitas de grupos de consumidores e representantes de movimentos sociais urbanos a experiências de produção agroecológica familiar;


  • Promoção de evento de integração na feira de Produtos Orgânicos de Vitória.
3.2 - Divulgação e Marketing da Agricultura Orgânica

Sub-atividades:

  • Divulgação na mídia (rádio, TV, jornal e revista);


  • Promoção de eventos de caráter regional e estadual (seminários, encontros, workshops, dias de campo, palestras);


  • Divulgação em outdoors;


  • Desenvolvimento de uma MARCA que caracterize as frutas, hortaliças e processados agroecológicos da agricultura familiar em estratégias locais de comercialização direta.
4 - Ações e Políticas Públicas para a Agricultura Orgânica

Objetivo
        
       Construção de políticas públicas para a consolidação de processos de produção e de comercialização agroecológica para a agricultura familiar no Espírito Santo.

4.1 - Legislação para ampliação do orçamento da agricultura, com parcela destinada ao desenvolvimento da agricultura orgânica.

4.2 - Concurso Público para contratação de profissionais para o Incaper em atendimento às ações do Programa de Agricultura Orgânica (Pesquisa, Extensão e Assistência Técnica), destinando ATER exclusiva para agricultura familiar e mais ainda para agricultura orgânica.

4.3 - Criação de um canal de comunicação para que o Estado ouça as demandas e questões prioritárias em relação à pesquisa e à assistência técnica para a agricultura familiar e a agricultura orgânica

4.4 - Fortalecimento das Associações de Produtores Orgânicos.

  • Produção de material genético adaptado (animais, mudas e sementes) para a implantação de sistemas de produção orgânicos;


  • Crédito rural diferenciado para custeio e infraestrutura das associações de base familiar de produção e comercialização de produtos agroecológicos (com rebatimento de 50 % para os contratos regulares).
4.5 - Compensação pública/subsídio, em função dos benefícios ambientais e sociais da AO minimizando custos de certificação para a agricultura familiar.

4.6 - Realização de pesquisas de mercado em municípios e regiões com foco de produção agroecológica e com iniciativas de comercialização coletiva.

4.7 - Estabelecimento de mecanismos para a implementação do mercado institucional para os produtos orgânicos, especialmente a merenda escolar.

4.8 - Elaboração do Plano de Negócio para o Café Conilon Agroecológico
4.9 - Ampliação, criação e incentivo a canais alternativos de comercialização (feiras livres, lojas dos agricultores, pontos em estradas, cooperativas de consumidores, pontos de abastecimento popular, etc).

4.10 - Criação de uma Agência de Comercialização de Produtos Orgânicos.
4.11 - Apoio à criação de linhas para o processamento de café orgânico e de polpa de frutas orgânicas por ocasião da instalação de indústrias regionais.

4.12 - Maior incentivo e apoio à agroindústria orgânica (capacitações, crédito, assistência técnica, etc.), possibilitando o aproveitamento de refugos de alta qualidade nutricional.

4.13 - Treinamento sobre crédito para agricultura orgânica nos cursos de capacitação para elaboração de projetos de crédito.

4.14 – Financiamento da transição agroecológica para os estabelecimentos familiares.

4.15 - Criação de um banco de dados em AO no Estado, por órgão público, permitindo circulação de conhecimentos e informações em home page da agricultura orgânica.

4.16 - Atuação firme através dos órgãos de fiscalização ambiental na fiscalização do comércio de agrotóxicos, liberação de receituários agronômicos e certificados fitossanitários de origem (CFO) e no cumprimento da legislação vigente que controla o uso dos produtos agrotóxicos.

4.17 - Apoio à proteção, recuperação de nascentes e cursos d’água, a começar pelas microbacias onde já existem áreas orgânicas ou em processo de conversão.

4.18 - Melhorar a fiscalização no mercado dos orgânicos, evitando propaganda enganosa, com a venda produtos convencionais como orgânicos.

4.19 - Busca de recursos junto ao Ministério da Agricultura para análise de qualidade dos produtos (resíduos, etc.), demonstrando a diferença entre orgânicos e convencionais.

4.20 - Fortalecimento e criação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente como instrumento de monitoramento e denúncia e apoio aos órgãos de fiscalização.

4.21 - Proibição da importação e o fomento de organismos geneticamente modificados (OGMs) no Estado.

4.22 - Fortalecimento das Escolas Rurais com tradição na divulgação e implementação da agroecologia: EFA/MEPES e CEIER, principalmente na questão da melhoria de salários dos profissionais destas escolas e no suporte financeiro ao trabalho.

            Disponibilizar áreas para grupos interessados em produzir de forma orgânica e em coletivamente.

4.23 - Inserção nos currículos das escolas de ciências agrárias a disciplina de agroecologia.

4.24 – Programação de escalonamento de espécies cultivadas.

5 - Certificação de produtos orgânicos

Justificativa:
       A certificação representa o resultado de um processo de produção orgânica bem conduzido, inspecionado, de acordo com o que recomendam as normas nacionais e internacionais, garantindo ao consumidor a oferta de alimentos saudáveis, segundo os princípios da agroecologia e do desenvolvimento sustentável. O processo de certificação precisa ser constantemente aperfeiçoado, visando proporcionar a participação cada vez mais crescente dos agricultores familiares.

Objetivos:


  • Possibilitar maior facilidade e acesso dos agricultores familiares ao processo de certificação e comprometimento destes na qualidade e segurança do processo;


  • Tornar o processo de certificação orgânica um mecanismo de valorização da agroecologia e da agricultura familiar;


  • Permitir que os agricultores familiares certificados pela Associação CHÃO VIVO sejam aceitos por outros mercados;


  • Inserir a Associação CHÃO VIVO dentro dos padrões de certificação internacional;


  • Consolidar o processo de Certificação da Associação CHÃO VIVO.
Resultados esperados:

  • Processo de certificação da Associação CHÃO VIVO consolidado, justo e acessível ao agricultor familiar, inclusive com reconhecimento internacional;


  • Credenciamento da Associação CHÃO VIVO, no Ministério da Agricultura do Brasil, e em entidades congêneres de âmbito internacional;


  • Normas e Procedimentos da Associação CHÃO VIVO claros, coerentes com a realidade estadual, ajustados às exigências nacionais e internacionais e aceitos por mercados internacionais.
Indicadores:

  • O agricultor (a) familiar, certificado pela Associação CHÃO VIVO, comercializa seus produtos no mercado nacional e internacional;


  • Aumento da confiabilidade e credibilidade no processo de certificação adotado pela Associação CHÃO VIVO;


  • Normas da Associação CHÃO VIVO elaboradas e em condições de apresentar para credenciamento no Colegiado Nacional para Produção Orgânica.
5.1 - Criação de mecanismos de apoio à Certificadora de Produtos Orgânicos estadual.
5.2 - Apoio ao Processo de Certificação Participativa no Espírito Santo.

  • Participação de representantes do Movimento Orgânico Estadual nas discussões nacionais relativas à legislação que regulamenta os produtos orgânicos


  • Seminário para construção de modelos de certificação participativa.
5.3 - Aperfeiçoamento do processo de certificação e adequação das normas de produção orgânica às normas e padrões internacionais.

  • Adequação das normas de produção orgânica da Associação CHÃO VIVO, às diretrizes e normas internacionais (ISO 65, IFOAM, Normas do Mercado Comum Europeu, Mercado Japonês e outros);


  • Cursos de capacitação para inspetores.