AGRICULTURA
ORGÂNICA |
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Estratégias e Ações |
Estratégias |
| 1- Aumentar a abrangência
das ações |
Envolver
todo o território do Estado do Espírito
Santo, de acordo com a aptidão regional.
Inicialmente, priorizar os locais onde já
existem projetos de desenvolvimento organizados
pela Assistência Técnica Governamental
e ONG, com significativo número de agricultores
orgânicos ou em conversão, organizados,
visando incrementar a produção,
a organização e a comercialização.
|
2-
Ampliar a distribuição regional
da produção orgânica no
Estado, estimulando outros municípios
|
3-
Ampliar o número de produtos ofertados
pelo segmento de AO no Espírito Santo,
conforme aptidão regional
|
4-
Estimular a diversificação de
atividades e a integração animal-vegetal,
características dos sistemas agroecológicos,
importantes tanto para a segurança alimentar
das famílias produtoras, quanto para
o mercado consumidor
|
| 5- Construir parcerias |
Tem
como princípio a construção
de parcerias com entidades governamentais, instituições
de ensino superior e organizações
da sociedade civil, garantindo a visibilidade
de suas ações e melhorando a eficiência
na obtenção dos resultados.
Dentro das instituições
o número de profissionais envolvidos
com a P&D da agricultura orgânica
é reduzido, dificultando muitas vezes
a formação de equipes e a realização
das ações do âmbito da AO,
principalmente porque o planejamento e a implantação
de sistemas orgânicos exigem interdisciplinaridade
e um pensamento sistêmico. A soma de esforços
e competências de profissionais com perfis
adequados, através da realização
de parcerias multiinstitucionais, minimiza essa
deficiência. A articulação
entre diferentes especialidades e instituições
com agendas e características diferentes
(governamentais e não-governamentais)
constitui um desafio, cuja solução
em grande parte tem se dado pelo estabelecimento
de uma agenda comum, conforme o cronograma de
trabalho, pela distribuição de
responsabilidades e, sobretudo, pela identificação
e compromisso da equipe com o desenvolvimento
da agroecologia e com a causa da agricultura
familiar.
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| 6- Implementar a
gestão participativa |
Identificar instrumentos de gestão participativa
que darão suporte ao plano buscando proporcionar
uma estreita relação entre todos
os atores envolvidos com a temática da
agricultura orgânica.
Instrumentos de gestão possíveis:
- Conselho de Agricultura Orgânica -
consultivo
- Comissão de Agricultura Orgânica
- Colegiado Estadual de Agricultura Orgânica
-legislativo/deliberativo/regulador
- Equipe de coordenação: –
executivo: um responsável governamental
à sua frente, com dedicação
integral apoiado por representante de organização
não governamental parceira.
Possíveis atribuições:
- Elaborar propostas de políticas públicas
para o desenvolvimento da agricultura orgânica;
- Responsabilizar-se pela implementação
do Programa Estadual de Agroecologia, em suas
diversas instâncias;
- Negociar recursos para o desenvolvimento
da agricultura orgânica;
- Propor diretrizes e normas para o processo
de certificação no Estado;
- Informar a sociedade sobre produção,
industrialização e comercialização
de produtos orgânicos para os diversos
segmentos sociais;
- Estimular a organização de
eventos e publicações motivacionais
e de divulgação envolvendo os
diversos segmentos da sociedade.
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7-
Estimular novos agricultores à conversão
para a AO através de políticas
públicas voltadas para a redução
dos fatores limitantes
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8-
Realizar assistência técnica e
treinamentos para agricultores, estudantes e
técnicos interessados na atividade, baseados
na assimilação dos princípios
da AO, na autonomia de escolhas e nas características
dos sistemas de produção
|
9- Investir em Assistência
Técnica, Extensão Rural e Pesquisa
em AO |
10-
Fortalecer a base técnica para a pesquisa,
assistência e extensão rural para
a AO
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11-
Implementar políticas públicas
de apoio às Instituições
Governamentais e ONG
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12- Promover o fortalecimento
do FAF |
13- Fazer “marketing”
da agricultura orgânica |
14- Implementar o
crédito regionalizado |
15- Promover investimentos
públicos em infra-estrutura |
16-
Viabilizar recursos orçamentários
de forma a atender à agricultura familiar
orgânica
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17- Criar cursos
pós-técnicos em agricultura orgânica
|
18-
Informar, inserir/mobilizar mais o(a) consumidor(a)
quanto ao processo da produção
orgânica familiar.
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Ações
Estratégicas |
1 - Ações
estratégicas básicas |
1.1 – Consolidação e implementação
do Programa Estadual de Agricultura Orgânica;
1.2 - Estruturação
do Sistema Agrícola Estadual para o desenvolvimento
da agricultura orgânica;
1.3 - Consolidação
da instituição estadual de certificação
de produtos orgânicos, com reconhecimento
nacional e internacional.
OBJETIVO:
|
2- Ações
estratégicas decorrentes |
| 2.1 - Pesquisa
2.1.1 - Implantação de Sistema
Integrado de Pesquisa em Agricultura Orgânica
na Região Norte, Região Sul e
manutenção do Sistema Integrado
de Pesquisa em Agricultura Orgânica na
Região Centro Serrana do Espírito
Santo.
2.1.2 - Diagnóstico da Agricultura Orgânica
no ES
Visa
conhecer o estado da arte da agricultura orgânica
capixaba, identificando, sobretudo as potencialidades
e dificuldades para a inserção
dos agricultores familiares neste segmento de
mercado. É importante reconhecer que
carecemos de informações sobre
a real situação da agricultura
orgânica no Estado, as quais só
poderemos obter através de um diagnóstico
quantitativo e qualitativo, capaz de informar
sobre as características dos sistemas
orgânicos implantados, os produtos disponíveis
no mercado, custos de produção
e renda obtida, as estruturas de organização
da produção e de comercialização,
o perfil das instituições envolvidas,
dos agricultores e consumidores, com informações
relativas aos aspectos de estratificação
fundiária, tipologia de agricultores,
disponibilidade e qualidade da mão-de-obra,
geração e gênero, uso e
custo de insumos, fluxo de produção,
inserção no mercado e outras informações
qualitativas sobre estes fatores. Em relação
à certificação da produção,
o diagnóstico buscará identificar
os possíveis entraves relacionados com
o atendimento às normas de produção
orgânica, sua percepção
pelos agricultores, dificuldades de aplicação
e inadequações das normas à
realidade.
A
realização deste estudo permitirá
também conhecer as experiências
mais relevantes desenvolvidas em sistemas de
produção orgânica, os entraves
e potencialidades dos sistemas de produção
da agricultura familiar se viabilizarem através
da agricultura orgânica, e contribuir
para melhorar as possibilidades de acesso dos
agricultores familiares a instâncias de
participação no mercado e políticas
públicas para a agricultura orgânica.
2.1.3 -Geração
e Desenvolvimento de tecnologias para café
- Estudo de compostagem orgânica, biofertilizante
e supermagro em cultivo orgânico de
café arábica;
- Adubação verde em sistema
orgânico de cultivo de café;
- Desenvolvimento participativo de tecnologias
para a conversão de lavouras convencionais
de café conilon (Coffea canephora)
em sistemas orgânicos.
Verifica-se
uma certa “simplificação”
nos sistemas de cultivos de café na maioria
das unidades em conversão para o orgânico
ou já certificadas, com o emprego insuficiente
e/ou inadequado de práticas de agricultura
orgânica.
Ao abandonar
o uso de adubos de síntese química
e sem a reposição de nutrientes,
através da adubação orgânica
adequada, a nutrição do cafeeiro
tem sido bastante prejudicada. A compostagem
orgânica, dentre todas as práticas,
tem sido a menos empregada pelas dificuldades
de sua elaboração e obtenção
de matéria-prima. A adubação
via solo tem sido preterida e substituída
pela adubação via foliar ocasionando
algumas deficiências.
O desenvolvimento
de tecnologias para conversão de lavouras
convencionais de café conilon em sistemas
orgânicos é tanto uma necessidade
para os cafeicultores, quanto para os diversos
setores envolvidos na cadeia produtiva do café
orgânico, que colocam a necessidade de
apoio à pesquisa e à geração
tecnológica entre as condições
fundamentais para o seu desenvolvimento.
|
| Objetivos: |
- Estudar o comportamento do cafeeiro conilon
conduzido em sistema orgânico nos aspectos
quantitativos e qualitativos;
- Fortalecer uma base técnica sustentável
para a capacitação de agricultores
na implantação e condução
de sistemas agroecológicos de café
em suas unidades;
- Estudar o custo de produção
em lavouras de café conilon em transição
para o sistema orgânico.
|
| Estratégias: |
A metodologia procura relacionar as práticas
mais adotadas pelos cafeicultores orgânicos
da região, buscando o sistema mais adequado
tecnicamente e economicamente viável.
Parte-se do entendimento de que a geração
tecnológica articulada com a produção
de informações de forma participativa
sobre a realidade dos agroecossistemas em conversão
para agricultura orgânica e de toda a
cadeia produtiva dos “orgânicos”
permite maior eficácia das ações
em pesquisa e desenvolvimento.
|
2.1.4 - Geração
e desenvolvimento de tecnologias para produção
orgânica de olerícolas |
| 2.1.5 -Fruticultura
Orgânica: |
- Compostagem orgânica, biofertilizante
e cobertura morta em cultivo orgânico
de citrus;
- Desenvolvimento de tecnologias de cultivo
orgânico em lavouras comerciais de banana-prata
anã;
- Desenvolvimento de tecnologias para a conversão
de lavouras convencionais de fruteiras tropicais
em sistemas orgânicos.
|
| 2.1.6 -Geração
e desenvolvimento de tecnologias para a criação
animal em sistemas orgânicos: |
- Bovinocultura orgânica em sistemas
agrossilvopastoris;
- Sistemas de produção de frangos
e ovos orgânicos pela agricultura familiar
no estado do Espírito Santo.
|
| Objetivo: |
- Contribuir na conversão de sistemas
convencionais, apoiar a certificação
de sistemas orgânicos, garantir a
segurança alimentar das famílias,
contribuir através da integração
animal-vegetal para uma maior sustentabilidade
dos sistemas orgânicos
|
2.1.7
-Desenvolvimento da cultura do milho em sistemas
de produção orgânicos adaptados
às unidades de agricultura familiar no
Estado do Espírito Santo
|
2.1.8
-Manejo de biofertilizantes em sistemas irrigados
de cultivo orgânico no Estado do Espírito
Santo
|
2.1.9–Pesquisa
e desenvolvimento de embalagens alternativas
|
2.2 – Extensão
Rural e Assistência Técnica |
2.2.1
– Formação técnico-social
para a assistência técnica e extensão
em agricultura orgânica.
|
A
necessidade de esforços para a construção
e internalização de novas bases
teóricas e metodológicas para
o trabalho de assistência técnica
e extensão para a agricultura orgânica
requer um processo de formação
abrangente da equipe técnica envolvida.
Em relação à formação
de técnicos será dada prioridade
aos técnicos envolvidos com a realização
de projetos de agricultura orgânica do
Incaper e de entidades parceiras. No entanto,
o projeto realizará ações
visando a sensibilização de um
público técnico maior, contribuindo
para a integração de novos membros
à equipe do programa. Os profissionais
de economia doméstica, importantes na
discussão da qualidade dos produtos orgânicos
e de sua relação com a saúde
do consumidor, serão incluídos
em ações de formação
específicas.
A formação se dará através
da construção coletiva por técnicos
da área de uma programação
de temas sobre agricultura orgânica e
metodologias participativas e será efetivada
através da realização de
cursos, oficinas, visitas técnicas, seminários
e palestras. A realização de eventos
para a divulgação de experiências
e tecnologias, bem como a participação
de membros da equipe técnica em eventos
nacionais e internacionais sobre agricultura
orgânica constituirão ações
deste projeto. Serão estimuladas iniciativas
de autoformação, disponibilizando
para a equipe técnica materiais informativos
sobre agricultura orgânica e áreas
afins.
Para a realização destas ações,
o projeto contará com uma equipe multidisciplinar
composta de profissionais do quadro interno,
de instituições parceiras e de
consultores externos.
|
2.2.2
- Formação técnico-social
de agricultores para o desenvolvimento da agricultura
orgânica no Estado do Espírito
Santo
|
Visa
oferecer formação técnico-social
de qualidade aos agricultores para a conversão
de seus sistemas produtivos para a produção
orgânica, qualificando sua intervenção
nos agroecossistemas, com o objetivo de contribuir
para a ampliação do número
de propriedades certificadas, melhoria da produtividade
total dos sistemas orgânicos e maior oferta
de produtos orgânicos ao mercado.
A formação dirigida aos agricultores
procurará diferenciar agricultores produtores
potenciais de produtores orgânicos em
conversão e/ou certificados, com atividades
de sensibilização e de formação,
respectivamente. As ações de formação
buscarão envolver principalmente membros
das associações de agricultores
orgânicos visando formar monitores capazes
de atender às necessidades básicas
de cada grupo.
Metodologicamente,
essa formação será baseada
em um enfoque educativo, respeitoso para com
o conhecimento e as culturas locais, compreendendo
que o saber do técnico “não
deve e nem pode ser o saber dominante e, muito
menos, o único saber válido”.
As metodologias participativas serão
priorizadas, buscando uma compreensão
da agricultura como um processo de construção
social. O projeto buscará também
criar mecanismos para a aproximação
entre agricultores e consumidores, desenvolvendo
ações em feiras de produtos orgânicos
e outros espaços.
A
produção e a divulgação
de publicações de diversos tipos
que tenham o caráter de informação,
formação e documentação
dos resultados obtidos, na forma adequada ao
público ao qual está direcionado
serão estimuladas e apoiadas.
|
2.2.3
– Formação da Rede de Unidades
de Referência de Agricultores Agroecológicos
Experimentadores no Estado do Espírito
Santo |
Consiste
na implantação de unidades de
referência em agricultura orgânica
(URAO), além do apoio para as unidades
já existentes nos municípios.
A URAO é multifuncional e constitui um
instrumento local para agricultores e técnicos
para a observação da evolução
de sistemas orgânicos e de aplicação
de práticas envolvidas no manejo destes
sistemas, inclusive as geradas pela pesquisa.
Além de propiciar a interação
entre agricultores e técnicos, ela permite
verificar a adequação dos conhecimentos
gerados pela pesquisa à realidade de
cada agricultor e adaptá-los aos seus
sistemas de produção.
Neste sentido, ela
perde o caráter de modelo e assume o
de referência para a implantação
de sistemas nas propriedades, que por sua vez,
poderão se constituir em novas referências.
Assim a implantação destas unidades
tem entre seus objetivos a finalidade de estimular
a conversão de sistemas convencionais
para sistemas orgânicos. Ela constitui,
portanto, um recurso valioso para o trabalho
de extensão e assistência técnica,
bem como uma fonte de informações
para os pesquisadores.
A implantação
da unidade se dará a partir de discussão
com a comunidade e parceiros locais, considerando-se
os interesses e a relevância das atividades
a serem trabalhadas para os agricultores. Estas
unidades serão constituídas por
culturas e/ou animais de expressão para
a região, as quais estarão interligadas
num sistema de produção orgânica,
que buscará a sua sustentabilidade.
|
| Justificativa |
- Necessidade de acompanhar, apoiar e contribuir
para a troca de experiências entre agricultores
familiares envolvidos com a produção
agroecológica no Estado;
-
Acredita-se que estes
processos poderão ser potencializados,
através de um apoio mais sistemático
à experimentação que
vem sendo realizada pelos agricultores,
estabelecendo-se mecanismos para a realização
de experiências locais onde pesquisadores,
extensionistas e agricultores sejam co-autores
na construção participativa
de Unidades de Referência de Agricultura
Orgânica (URAO).
|
| Objetivos |
| |
| Estratégias |
- Utilização de uma dinâmica
de rede de agricultores experimentadores e
construção participativa de
unidades de referência em agricultura
orgânica;
-
Favorecimento a uma
maior diversidade de ambientes e experiências
na condução de sistemas orgânicos,
contribuirá para otimizar a atuação
dos profissionais dedicados ao trabalho
de agricultura orgânica, assim como
para a avaliação, sistematização
e multiplicação destas experiências.
|
| 3 - Promoção
da Agricultura Orgânica |
3.1 - Aproximação entre Agricultores
Orgânicos e Setores Urbanos para construção
da relação urbano-rural
|
| Justificativas: |
- Desconhecimento por parte do meio urbano
das múltiplas funções
da agricultura agroecológica de base
familiar;
- Dificuldade de reconhecimento, diferenciação
e valorização por parte do setor
urbano, consumidor dos produtos agroecológicos,
da agricultura familiar.
|
| Objetivo: |
- Promover a integração rural-urbana
no sentido de associar estímulos
à produção agroecológica
com a abertura e consolidação
de mercados urbanos para essa produção
|
| Estratégia |
- Criar espaços e oportunidades para
a aproximação e articulação
entre entidades ligadas aos movimentos sociais
rurais, associações de agricultores
e agricultoras familiares e de moradores
e consumidores urbanos, organizações
governamentais municipais e estaduais e
demais elos da cadeia produtiva dos orgânicos.
|
| Indicadores: |
- Registro do número de visitas de
consumidores aos agricultores agroecológicos
após os eventos;
- Municípios adotam mecanismos de
integração das relações
entre consumidores e agricultores familiares;
- Pontos de venda de produtos agroecológicos
no Estado aumentam 100%;
- Prefeituras adquirem produtos agroecológicos
para merenda escolar (10%).
|
| Sub- atividades: |
- Reuniões de articulação
com representantes de entidades e das organizações
dos agricultores e agricultoras familiares
e representantes dos movimentos sociais
urbanos;
- Realização de seminários
regionais e Seminário Estadual de
Agricultura Orgânica com o tema: promoção
e valorização dos agricultores
construindo a relação urbano-rural;
- Organização de visitas
de grupos de consumidores e representantes
de movimentos sociais urbanos a experiências
de produção agroecológica
familiar;
- Promoção de evento de integração
na feira de Produtos Orgânicos de
Vitória.
|
| 3.2 - Divulgação
e Marketing da Agricultura Orgânica |
Sub-atividades: |
- Divulgação na mídia
(rádio, TV, jornal e revista);
- Promoção de eventos de caráter
regional e estadual (seminários, encontros,
workshops, dias de campo, palestras);
- Divulgação em outdoors;
- Desenvolvimento de uma MARCA que caracterize
as frutas, hortaliças e processados
agroecológicos da agricultura familiar
em estratégias locais de comercialização
direta.
|
| 4 - Ações
e Políticas Públicas para a Agricultura
Orgânica |
Objetivo |
Construção
de políticas públicas para a consolidação
de processos de produção e de
comercialização agroecológica
para a agricultura familiar no Espírito
Santo.
|
4.1
- Legislação para ampliação
do orçamento da agricultura, com parcela
destinada ao desenvolvimento da agricultura
orgânica.
|
4.2
- Concurso Público para contratação
de profissionais para o Incaper em atendimento
às ações do Programa de
Agricultura Orgânica (Pesquisa, Extensão
e Assistência Técnica), destinando
ATER exclusiva para agricultura familiar e mais
ainda para agricultura orgânica.
|
4.3
- Criação de um canal de comunicação
para que o Estado ouça as demandas e
questões prioritárias em relação
à pesquisa e à assistência
técnica para a agricultura familiar e
a agricultura orgânica
|
| 4.4 - Fortalecimento
das Associações de Produtores Orgânicos.
|
- Produção de material genético
adaptado (animais, mudas e sementes) para
a implantação de sistemas de
produção orgânicos;
- Crédito rural diferenciado para
custeio e infraestrutura das associações
de base familiar de produção
e comercialização de produtos
agroecológicos (com rebatimento de
50 % para os contratos regulares).
|
4.5
- Compensação pública/subsídio,
em função dos benefícios
ambientais e sociais da AO minimizando custos
de certificação para a agricultura
familiar.
|
4.6
- Realização de pesquisas de mercado
em municípios e regiões com foco
de produção agroecológica
e com iniciativas de comercialização
coletiva.
|
4.7
- Estabelecimento de mecanismos para a implementação
do mercado institucional para os produtos orgânicos,
especialmente a merenda escolar.
|
4.8 - Elaboração
do Plano de Negócio para o Café
Conilon Agroecológico |
4.9
- Ampliação, criação
e incentivo a canais alternativos de comercialização
(feiras livres, lojas dos agricultores, pontos
em estradas, cooperativas de consumidores, pontos
de abastecimento popular, etc).
|
4.10 - Criação
de uma Agência de Comercialização
de Produtos Orgânicos. |
4.11
- Apoio à criação de linhas
para o processamento de café orgânico
e de polpa de frutas orgânicas por ocasião
da instalação de indústrias
regionais.
|
4.12
- Maior incentivo e apoio à agroindústria
orgânica (capacitações,
crédito, assistência técnica,
etc.), possibilitando o aproveitamento de refugos
de alta qualidade nutricional.
|
4.13
- Treinamento sobre crédito para agricultura
orgânica nos cursos de capacitação
para elaboração de projetos de
crédito.
|
| 4.14 – Financiamento
da transição agroecológica
para os estabelecimentos familiares.
|
4.15
- Criação de um banco de dados
em AO no Estado, por órgão público,
permitindo circulação de conhecimentos
e informações em home page da
agricultura orgânica.
|
4.16
- Atuação firme através
dos órgãos de fiscalização
ambiental na fiscalização do comércio
de agrotóxicos, liberação
de receituários agronômicos e certificados
fitossanitários de origem (CFO) e no
cumprimento da legislação vigente
que controla o uso dos produtos agrotóxicos.
|
4.17
- Apoio à proteção, recuperação
de nascentes e cursos d’água, a
começar pelas microbacias onde já
existem áreas orgânicas ou em processo
de conversão.
|
4.18
- Melhorar a fiscalização no mercado
dos orgânicos, evitando propaganda enganosa,
com a venda produtos convencionais como orgânicos.
|
4.19
- Busca de recursos junto ao Ministério
da Agricultura para análise de qualidade
dos produtos (resíduos, etc.), demonstrando
a diferença entre orgânicos e convencionais.
|
4.20
- Fortalecimento e criação dos
Conselhos Municipais de Meio Ambiente como instrumento
de monitoramento e denúncia e apoio aos
órgãos de fiscalização.
|
4.21
- Proibição da importação
e o fomento de organismos geneticamente modificados
(OGMs) no Estado.
|
4.22
- Fortalecimento das Escolas Rurais com tradição
na divulgação e implementação
da agroecologia: EFA/MEPES e CEIER, principalmente
na questão da melhoria de salários
dos profissionais destas escolas e no suporte
financeiro ao trabalho.
Disponibilizar áreas para grupos interessados
em produzir de forma orgânica e em coletivamente.
|
4.23
- Inserção nos currículos
das escolas de ciências agrárias
a disciplina de agroecologia.
|
4.24 – Programação
de escalonamento de espécies cultivadas.
|
5 - Certificação
de produtos orgânicos |
Justificativa:
|
| A
certificação representa o resultado
de um processo de produção orgânica
bem conduzido, inspecionado, de acordo com o
que recomendam as normas nacionais e internacionais,
garantindo ao consumidor a oferta de alimentos
saudáveis, segundo os princípios
da agroecologia e do desenvolvimento sustentável.
O processo de certificação precisa
ser constantemente aperfeiçoado, visando
proporcionar a participação cada
vez mais crescente dos agricultores familiares.
|
Objetivos: |
- Possibilitar maior facilidade e acesso dos
agricultores familiares ao processo de certificação
e comprometimento destes na qualidade e segurança
do processo;
- Tornar o processo de certificação
orgânica um mecanismo de valorização
da agroecologia e da agricultura familiar;
- Permitir que os agricultores familiares
certificados pela Associação
CHÃO VIVO sejam aceitos por outros
mercados;
- Inserir a Associação CHÃO
VIVO dentro dos padrões de certificação
internacional;
- Consolidar o processo de Certificação
da Associação CHÃO VIVO.
|
| Resultados esperados: |
- Processo de certificação da
Associação CHÃO VIVO
consolidado, justo e acessível ao agricultor
familiar, inclusive com reconhecimento internacional;
- Credenciamento da Associação
CHÃO VIVO, no Ministério da
Agricultura do Brasil, e em entidades congêneres
de âmbito internacional;
- Normas e Procedimentos da Associação
CHÃO VIVO claros, coerentes com a realidade
estadual, ajustados às exigências
nacionais e internacionais e aceitos por mercados
internacionais.
|
| Indicadores: |
- O agricultor (a) familiar, certificado pela
Associação CHÃO VIVO,
comercializa seus produtos no mercado nacional
e internacional;
- Aumento da confiabilidade e credibilidade
no processo de certificação
adotado pela Associação CHÃO
VIVO;
- Normas da Associação CHÃO
VIVO elaboradas e em condições
de apresentar para credenciamento no Colegiado
Nacional para Produção Orgânica.
|
5.1 - Criação
de mecanismos de apoio à Certificadora
de Produtos Orgânicos estadual. |
| 5.2 - Apoio ao Processo
de Certificação Participativa no
Espírito Santo. |
- Participação de representantes
do Movimento Orgânico Estadual nas discussões
nacionais relativas à legislação
que regulamenta os produtos orgânicos
- Seminário para construção
de modelos de certificação participativa.
|
5.3
- Aperfeiçoamento do processo de certificação
e adequação das normas de produção
orgânica às normas e padrões
internacionais.
|
- Adequação das normas de produção
orgânica da Associação
CHÃO VIVO, às diretrizes e normas
internacionais (ISO 65, IFOAM, Normas do Mercado
Comum Europeu, Mercado Japonês e outros);
- Cursos de capacitação para
inspetores.
|